A operação policial levada a cabo pelo governador Cláudio Castro, que deixou mais de 120 mortos na cidade do Rio de Janeiro, não pode ser tratada como estatística e, tão pouco, com normalidade no quadro de combate ao narcotráfico.
Diante do vazio de pautas positivas, vidas humanas não podem ser tratadas como meras peças no jogo de disputa esquerda-direita. Numa conjuntura quer nacional, quer internacional, pobre em agendas que contenham efetivas políticas de erradicação da desigualdade e da segurança pública.
Não podemos ficar coniventes com o morticínio ocorrido no Rio de Janeiro de pessoas sem culpa formada e sem a observação do devido processo legal. Tão pouco não podemos ficar calados diante das mortes que vêm ocorrendo em águas internacionais sob a égide de combate ao narcotráfico por parte das forças norte-americanas.
Em entrevista ao jornalista Rodrigo Calderon da Rádio Osório, a advogada Marilinda Marques Fernandes reforça que nenhuma política de segurança é legítima quando ignora os direitos humanos e desumaniza as periferias.
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