Manifestações de mulheres contra o feminicídio e a violência ocupam as ruas do país

Uma multidão de mulheres participou no final da tarde deste sábado (6), em Porto Alegre, da “Caminhada pela vida das mulheres”, que marcou o encerramento do Festival Mulheres em Lutas – RS (MEL-RS). Realizado entre sexta (5) e sábado, o Festival contou com debates, exposições e apresentações artísticas voltados para o enfrentamento do ódio direcionado às mulheres nas redes sociais e seus desdobramentos concretos na violência e no feminicídio.

A caminhada teve início na Praça da Matriz com uma performance artística para simbolizar o grande número de feminicídios no Rio Grande do Sul. Segundo dados do governo do Estado, 69 mulheres foram mortas e 220 foram vítimas de tentativas de feminicídio no RS entre janeiro e outubro. Além disso, nesse mesmo período, cerca de 40 mil mulheres denunciaram algum tipo de violência.

Sob a liderança da artista Tânia Farias, a performance trouxe mulheres erguendo sapatos para simbolizar as mulheres que foram vítimas de feminicídio.

A marcha foi encerrada na Cidade Baixa, onde ocorreu a inauguração da Casa Mulheres em Lutas (R. José do Patrocínio, 698).

O Movimento Mulheres em Lutas tem como uma de suas fundadoras a ex-deputada Manuela d’Ávila, presidente do Instituto E Se Fosse Você?. Além de Manuela, diversas parlamentares municipais, estaduais e de outros estados participaram da caminhada e das atividades do festival.

“O festival MEL – Mulheres em Lutas colocou o enfrentamento aos feminicídios no centro da agenda pública do Rio Grande do Sul. Durante mais de 36 horas , construímos espaços de diálogo qualificado, e produção coletiva de conhecimento sobre os diversos temas que atravessam o cotidiano da vida das mulheres. Houve momentos absolutamente emocionantes, como a performance dos sapatos, denunciando e homenageando mulheres vítimas de feminicídios e também momentos de muita celebração de nossas vidas, como a caminhada junto ao bloco das pretas, da praça da matriz até a inauguração da nossa Casa Mel. O evento reafirmou que com mobilização social contínua e políticas estruturantes poderemos assegurar condições reais de vida e dignidade para todas as mulheres”, disse Manuela.

 

Fonte: Sul21